Fotos antigas e história do bairro Bigorrilho

As primeiras transformações ocorreram na década de 1920, com o loteamento das grandes áreas, entre as quais se destacou a Planta Vila Schimmelpfeng

Eliel Nogueira - Atualizado: 04/05/2020

Fotos antigas e história do bairro Bigorrilho

Consta nas Atas das Sessões da Câmara, registro do deferimento de solicitação de terras, na década de 1860, para um pedido de 50 braças quadradas de terreno no Bigurrilho, assim chamado um ribeirão existente e para o qual foram designados obras e serviços, ficando a localidade conhecida por essa denominação.

No final do século XlX a região foi ocupada por imigrantes alemães, poloneses e ucranianos, com destaque para esses últimos que, em 1895, se fixaram no lugar conhecido como Campo da Galícia.

As primeiras transformações ocorreram na década de 1920, com o loteamento das grandes áreas, entre as quais se destacou a Planta Vila Schimmelpfeng, considerada como o empreendimento que deu início ao processo de expansão da região.

A referida Planta teve origem na propriedade de Albino Schimmelpfeng, datada de 1879, que por várias décadas foi ponto de referência para os moradores locais.

O núcleo formado por habitação e comércio de pequeno porte era marco de implantação do antigo bairro e convivia com chácaras de produção leiteira para as áreas próximas.

A Planta Jardim Champagnat, da década de 1960, apesar de ser alvo de menção ao Bigorrillho, resultou da venda parcial de gleba da Ordem Marista, no antigo Mercês, tendo seus reflexos nos confrontantes.

No final do século XX formava-se uma nova imagem do Bigorrilho, onde as chácaras e caminhos foram substituídos por vias de trânsito intenso e torres de condomínios, estabelecendo um novo vínculo de identificação com o espaço transformado.

Outra curiosa polêmica envolve o Bigorrilho.

Há quem diga que o nome seria uma homenagem a uma cigana benzedeira que morava na região, enquanto outros defendem que a homenageada, na verdade, seria referente a uma prostituta de nome Bigorrilha, muito valente e proprietária de um bordel que levava seu nome.

A linguagem cotidiana dos moradores teria masculinizado o termo, surgindo daí o nome Bigorrilho.

Já Evaristo Biscaia, em seu livro Coisas da Cidade, defende que antigamente o bairro era conhecido Bairro dos Italianos, tornando-se depois Bigorrilho em virtude de morar ali um rutena (ucraniana) de nome Bigorela.

Bigorrilho começa na confluência da rua Fernando Moreira com a rua Desembargador Mota, continua pela rua Desembargador Motta, pela alameda Dr.

Carlos de Carvalho, pela rua Jerônimo Durski, pelo rio Barigui (situado no Parque Barigui), pela av.

Cândido Hartmann e Praça da Ucrânia, pela rua Padre Anchieta, pelo Largo da Galícia, e novamente pela rua Professor Fernando Moreira até o ponto de início.

Bigorrilho Área: 3,50 km² População: 9.996 hab.

Densidade: 77,44 hab/km² Bairros Limítrofes: Batel, Campina do Siqueira, Cascatinha, Centro, Mercês, Mossunguê e Santo Inácio Principais Vias: Alameda Augusto Stellfeld Alameda Princesa Isabel Alameda Júlia da Costa Rua Martim Afonso Rua Padre Anchieta Rua Padre Agostinho Rua Saldanha Marinho Rua Francisco Rocha Pontos de referência Hospital Evangélico Praça da Espanha Praça da Ucrânia parte do Parque Barigui Igreja dos Passarinhos

Referência: Wikipedia, IPPUC, Bem Paraná 1197
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